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mar
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Rock In Rio, SWU, nossos bolsos e a realidade verde e amarela

“Nunca há bons shows no Brasil!”. Muita gente sempre disse isso. Pois bem, depois do Lula, a maioria aceite ou não, o Brasil foi mudando. Ou, ao menos, a imagem do país foi se alterando no cenário mundial. Parcelamento em 80 vezes não é uma mudança também tão significativa assim, apenas dá a chance das classes C e D comprarem seus bens materiais de uma forma mais “cara” e “acessível”, mas eu divago. Isso é assunto para outro post.

Esse ano, fomos presenteados com shows para todos os gostos e desgostos, assim como eu escrevi em outra publicação. De Shakira a Iron Maiden, de Paramore a LCD Soundsystem, de 30 Seconds to Mars a U2 e Muse que estão vindo por aí. São vários shows custando preços um tanto salgados, mas eu também divago sobre isso porque ainda não é o objetivo desse post.

O U2 vem ao Brasil com a turnê 360º e a abertura dos britânicos do Muse


Rock In Rio, SWU e os nossos bolsos

No mês de fevereiro desse ano, a coluna do jornalista Lauro Jardim, no site da revista Veja, publicou um texto sobre o encontro dos idealizadores dos festivais Rock In Rio e Starts With You (SWU).  Segundo a coluna, Roberto Medina (Rock In Rio) e Eduardo Fischer (SWU) encontraram-se e entraram em acordo sobre as datas dos festivais. Também concordaram em não realizar um leilão de bandas, ou seja, disputar as atrações para seus festivais.

O Rock In Rio acontecerá no fim de setembro / início de outubro, enquanto o SWU será realizado esse ano no mês de novembro.

Mesmo assim, pergunto-me: como ficam nossos bolsos? Esses festivais não contam somente com a classe A e B, mas contam também com as classes C, D e E. Se não fosse assim, não parcelariam os ingressos em X vezes. Tanto Medina quanto Fischer são dois empresários de ponta. Medina está no ramo com o Rock In Rio em outros países há anos e tem uma bagagem inquestionável, assim como sua filha, Roberta Medina, que também assumiu a direção do festival. Eduardo Fischer criou o SWU ano passado e foi feliz em fazê-lo – mesmo com todos os problemas iniciais que um festival corre o risco de ter.

Mas como ficam os bolsos dos brasileiros. Quem ganha um salário mínimo vai conseguir parcelar ingressos e condução para ir ao Rock In Rio e, no mês seguinte, já comparecer ao SWU? Não. É fato que não. Nessa “orla” perigosa de dinheiro, me arrisco a dizer, ou a escrever, que o SWU corre o sério risco de fracassar em público. Ou apenas a classe A irá comparecer ao festival em Itu?

Segundo um amigo, já estão esgotadas várias passagens de avião para o Rio de Janeiro. Rock In Rio, pelo visto, vai bombar! É como deve ser. Mas há a necessidade de valorizar o SWU, afinal, ele trouxe uma nova perspectiva de festival no ano passado. Só para refrescar, Rage Against The Machine, Queens Of The Stone Age, Linkin Park, Joss Stone, Avenged Sevenfold; só para citar esses.

Supondo que você goste da atração de ambos os festivais, quero questionar: se você for ao Rock In Rio no fim de setembro, início de outubro; irá ao SWU em novembro também? Se não quiser justificar o motivo, apenas deixe o seu “sim” ou “não”.

Não basta publicidade para os festivais. Basta um pouco, ou muito, na verdade, da realidade verde e amarela a ser considerada.

@misaelmainetti




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