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A dúvida é a novidade de ¡Uno! do Green Day

Quando se fala em Green Day, existe um divisor de águas: o American Idiot. Antes disso, o trio californiano ficou famoso pelos discos sobre masturbação e minoria, a exemplo Dookie e Nimrod. Na crise de criatividade, o Green Day mira certo ao chamar a nação americana de idiota – e ainda tem gente que pensa que eles se venderam.

Após American Idiot, a banda insiste em mais uma ópera rock, dessa vez o 21st. Century Breakdown – menos famoso que o antecessor, mas com a mesmíssima qualidade em contar, ou cantar, uma história (anti) americana.

O Green Day lança agora o primeiro de uma trilogia: ¡Uno!. Antes do lançamento, a dúvida: o trio continua com ópera rock ou volta às raízes? Nesse primeiro – o trio ainda lançará ¡Dos! e ¡Tré! -, a resposta é voltada à nostalgia.

Se você sentia falta do Green Day ao modo Dookie de ser, aproveite. As três primeiras canções – “Nuclear family”, “Stay the night” e “Carpe diem” -, lembram o Green Day entre 1994 e 2003. O disco passeia em acordes mais simples, letras cruas e pegadas rock ‘n’ roll que lembram The Clash.

“Let yourself go” é um dos melhores momentos do disco porque lembra a linha tênue do punk rock e do pop californiano – esse último criado pelo próprio Green Day.

Erro, inovação ou testagem? Fica a dúvida ao ouvir “Kill the DJ”. Comparações com Franz Ferdinand são bem vindas nessa faixa dançante. O The Clash e o The Smiths sempre abusaram dos efeitos e das distorções e, aqui, o trio faz o mesmo – ainda que seja considera influência indie. Se existe erro, é inserir a faixa descontextualizada em ¡Uno!.

“Oh love”, primeiro single do disco, encerra o álbum. É a faixa que mais lembra o Green Day antecessor, ou seja, 21st. Century Breakdown e pode ser considerada a música mais chatinha.

Não resta dúvida que o Green Day é uma banda com marco divisório e cabe ao fã aceitar ou não que existem duas histórias no trio californiano – a masturbação nunca esquecida em Dookie e as críticas americanas também nunca esquecidas em American Idiot. ¡Uno! é apenas um dos três discos. Ainda é cedo para fechar essa resenha. 

por Misael Mainetti

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