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Realidade cravada em “127 horas”

Baseado na história real de Aaron Ralston que, desde pequeno, explorava locais inóspitos junto do pai. Em abril de 2003, Aaron vai explorar o Blue John Canyon, no deserto de Utah, nos Estados Unidos. Após conhecer duas garotas que também exploravam o local, o rapaz ficou sozinho e teve o azar de ter o braço esmagado e preso por uma pedra numa parede rochosa – daí o nome do livro autobiográfico “Entre a pedra e um lugar duro”. A partir daí, a história começa: a vontade de viver.

Essa é a história de “127 horas” (127 hours, 2010, EUA). Interpretado na poderosíssima atuação, nesse longa em especial, de James Franco, o filme é um desafio, visto que a história é pequena, sem grandes acontecimentos. A marca registrada do filme é mostrar a realidade da situação.

Noite, dia, urubu, formigas, pouca água, pouca comida, rochas, alucinações e lembranças. Esses são os principais elementos do filme. Dirigido por Danny Boyle, o filme foi indicado como “Melhor filme” na premiação do Oscar 2011. “O discurso do rei” acaba sendo melhor, entre aspas, por uma série de motivos, mas eu divago. “127 horas” é um filme que deve ser assistido nos cinemas; é ideal.

A fotografia é incrível. As paisagens rochosas de Utah são registradas de modo magnífico e o mais interessante são alguns recursos utilizados. Por exemplo, para não cansarmos do “mesmo pano de fundo”, durante o filme, são utilizadas telas múltiplas. Além disso, cenas como a água subindo por dentro do canudo, a faca perfurando o braço; tudo registrado nos mínimos detalhes. Na situação de Aaron, assistir essas cenas transmite a sensação proposta de realidade. Realmente é impressionante como o diretor conseguiu conduzir uma trama de apenas uma “célula dramática” de modo tão intenso.

(Antes, atenção: não tem como não contar o final. Então, caso não queira saber, assista logo o filme e venha ler a resenha para discutirmos juntos).

A mais chocante das cenas, com certeza, é o momento em que, depois de beber várias vezes da própria urina para se hidratar, Aaron decide amputar o braço. A sangue frio. Só Truman Capote descreveria, em palavras, a cena do filme. Imagine então a cena real, vivida pelo verdadeiro Aaron.

A intenção de “127 horas” foi transmitir a sensação de realidade, da autoavaliação das nossas relações humanas e da nossa integridade física e psicológica e, principalmente, sempre avisar o local na qual estamos indo antes de sair.

Misael Mainetti

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3 Responses to “Realidade cravada em “127 horas””


  1. 1 Silvana Santos
    17 de março de 2011 às 3:55 am

    Desde que vi o trailler quis muito ver este filme.
    Gosto de filme baseado em fatos.
    Você fez eu querer assistir mesmo.
    Valeu Misa.
    ABS.

  2. 17 de março de 2011 às 5:26 pm

    Vou repertir o outro comentário.
    Fiquei com mais vontade ainda de assistir.
    fasdhufashd

    é nosess


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