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A trama de “O turista” é boa, mas peca na falta de ritmo

Reúna um ator e uma atriz de Hollywood, ambos com muito prestígio e atuações exímias. À primeira vista, o resultado esperado é a perfeição. Mas não foi isso o que aconteceu em “O turista” (The tourist, Estados Unidos, 2010). Não basta reunir dois excelentes atores e jogar no meio de uma ação. Nem que a trama ocorra na belíssima Veneza.

“O turista” é um remake do filme francês Anthony Zimmer – A caçada (Anthony Zimmer, França, 2005) do diretor Jerome Salle. Confesso que não assisti esse primeiro, mas os comentários são que o filme é fraco, final inesperado para a maioria, mas nada de notável ou grandioso. Se assim for, “O turista” conseguiu criar a mesma sensação e foi fiel ao remake.

Sinopse de “O turista”: Elise Clifton-Ward (Angeline Jolie) é vigiada pela equipe do inspetor John Acheson (Paul Bettany). O motivo é que ela viveu por um ano com Alexander Pearce, procurado pela polícia devido à sonegação de impostos em torno de 700 milhões de libras. O problema: nem Elise, nem os policiais sabem como é a face de Alexander, visto que ele se fez várias cirurgias plásticas para mudar o rosto e fugir. Ele entra em contato com Elise e pede que encontre alguém com tipo físico parecido com o seu para enganar a polícia. Ela se aproxima de Frank Tupelo (Johnny Deep), professor de matemática que viaja sozinho no trem. Atraído pela beleza de Elise, aceita a oferta de ir até o hotel dela, tornando-se alvo de Redinald Shaw (Steven Berkoff), poderoso gângster que teve mais de US$ 2,5 bilhões roubados por Pearce. (Sinopse baseada no site adorocinema.com.br).

A direção de “O turista” é de Florian Henckel von Donnersmarckm, já premiado com o Oscar pelo filme “A vida dos outros”. Para constar, antes de o projeto cair na mão do diretor francês, passaram por astros como Tom Cruise, Sam Worthington, Charlize Theron, diretores como Lasse Hallstrom, Alfonso Cuaron e a unanimidade foi desistir por diferenças criativas. Será que o grupo todo não acreditou no potencial do filme?

O turista – Protagonistas coadjuvantes

Ao unir Jolie e Deep, é impossível pensar que o resultado em atuação será ruim. Errado. A atuação deles como casal foi totalmente sem “química”. Uma vez que eram protagonistas, tornaram-se figuras apagadas e coadjuvantes do filme. A história não permitiu o enlace do casal e “enterrou” a atuação de ambos. Se Jolie brilha pouco no filme, a não ser pela beleza e pelas roupas, Johnny Deep é praticamente um fantasma inexpressivo e sem graça passando pelos cantos. Culpa dele ou nossa, ele nunca mais irá se desvincular do personagem Jack Sparrow, de “Piratas do Caribe”. Em uma cena, na qual ele foge pelo telhado, é impossível não imaginar Jack ali – o jeito de correr, de andar, de coçar o bigode e tudo mais. Reforçando: a atuação indigerível do casal se dá pelo roteiro, não por culpa deles – eles atuaram conforme a história pediu.

 

O turista – Fotografia de primeira

É inegável que a fotografia e a direção de arte de “O turista” são excelentes. Os cenários em Paris e principalmente em Veneza são belíssimos. O figurino de Jolie, cerca de 12 vestidos diferentes, realmente foi muito condizente com o “clima” do filme.

 

O turista – Indicado para dar risada?

Ridiculamente indicado para o Globo de Ouro como melhor comédia e melhores atores em comédia, o filme não tem nada de engraçado. Alguns sorrisos aparecem no rosto durante o filme. No máximo, sorrisos. Ano ruim para as comédias, não era necessário pecar tanto na indicação. O filme é indicado para dar risada ou devemos rir da indicação ao Globo de Ouro?

Mais: A trilha sonora, no mínimo, é inadequada. Ou é muito irônica. Para rir também.

 

O turista – o remake correto seria diferente

“Anthony Zimmer – A caçada” já era considerado um filme sonso e ruim. Ao fazer um remake, nesse caso, espera-se uma reação por parte da direção. A trama deve ser filmada novamente caso ela desperte, de modo diferente, a atenção. E isso não aconteceu. O rekame correto seria diferente: química no casal e ação minuto a minuto. A história é muito boa, então, teria sido (quase) um sucesso.

 

O turista – O que faltou?

A história de “O turista” não é excelente, mas é boa. A ausência de “química” do casal protagonista e a falta de ação contínua que um filme de suspense exige, principalmente em clima veneziano, resultaram no longa metragem totalmente sem ritmo. Filme sem ritmo é a mesma coisa que música sem melodia. Ficou devendo. E muito!

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